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Quando o Mal se transveste em Bem

Atualizado: 1 de jun. de 2019



Em nome de Deus, da moral, dos bons costumes, da família... já atiramos os primeiros cristãos aos leões, queimamos pessoas vivas nas fogueiras das inquisições, já exterminamos em câmaras de gás pessoas diferentes de nós, escravizamos seres humanos, já fuzilamos em paredões, nos morros, nas favelas...


Ao longo dos séculos e até milênios a humanidade incorre nos mesmos equívocos e paga preços muito altos por sua queda de novo e de novo. Então porque não aprender com os erros e evoluirmos? Se a dor e o sofrimento é tão grande com a recaída?!


A violência só traz mais violência, e isso não é só uma frase clichê. Sempre que começamos uma conversa gritando e apontando os erros, terminamos necessariamente pior do que entramos. Mas quando iniciamos um diálogo em que há espaço para o contraditório, para todos os pontos de vistas se manifestarem, quando temos todos bom ânimo para o entendimento e para a resolução do conflito, temos maior chance de resolvê-lo.


O ser humano não é 100% ruim ou bom! Devemos aprender a ver os dois lados de todos, os que julgamos bons e os que julgamos maus. Todos trazem feridas, histórias tristes, traumas, necessidades não atendidas, por que não olhar com compaixão pra você e para o outro? Todos merecem esse olhar! Mas o que mais me impressiona e me alarma é quantos de nós preferem escolher o mal, a dor, a crueldade, como sendo o Bem.


Será que esqueceram o que é o Bem e o Mal? O certo e o errado? O ético e o antiético? Tem coisas que não se relativizam! Os direitos humanos não podem ser relativizados. É um código de ética para a humanidade!


Fomos criados com esse código de ética espiritual em nossa consciência. A quem estamos tentando enganar? Nossa consciência é incrível, ela não deixa passar nada, mesmo que queiramos enganá-la, ela irá criar situações e doenças para nos lembrar do equívoco. O processo enfermiço migra do nosso pensamento e sentimento para nosso corpo materializando uma doença. Aí perguntamos assim: - Meu Deus, isso não é justo! Porque comigo? Deus não tem nada a ver com isso, somos nós que criamos as adversidades internas e externas a nós. Seja de forma individual ou coletiva.


Catástrofes de toda ordem, naturais e provocadas por nós, todas precipitadas pelo nosso ódio, desejo de vingança, egoísmo, crueldade...


Quando vamos perceber que somos apenas uma única família universal, vivendo na mesma casa, o planeta Terra, apenas em cômodos diferentes, e que se não cuidarmos dela e da boa convivência, o teto cairá sobre nossas cabeças nos soterrando a todos! E aí chegaremos ao Céu, e o Messias chegará até nós e nos perguntará: Porque tudo isso meus filhos? Lhes foi ofertado tudo! Era só compartilharem e se respeitarem!


Guardadas as metáforas, é exatamente isso que acontecerá conosco ao chegarmos ao fim de nossas vidas e pensarmos: Será que toda essa renitência em minhas crenças, valeu a pena?!


Se pergunte então agora: Como estão meus pensamentos, meus sentimentos e minhas ações? Estão me fazendo bem? Estou saudável? Minha realidade é o que eu gostaria? Posso mudá-la? Posso ser uma pessoa melhor? Estou fazendo todo o bem possível? Estou fazendo a diferença neste mundo? Posso minimizar a dor de alguém? Estou me esforçando pra isso? Me sinto melhor quando faço o bem ou quando faço o mal? - Isso diz muito sobre você. Sei a diferença entre um e o outro?


Pense, reflita. Nunca é tarde demais pra refazer a rota. Encontre o seu caminho e o faça mais feliz e saudável pra você e pra quem estiver caminhando ao seu lado.


Myrella Brasil

Vice-presidente da AbrePaz

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